Coleiras, guias e enforcadores para cachorros

Existe uma grande variedade de coleiras, guias e enforcadores para cachorros disponíveis no mercado. Mas será que todas essas ferramentas são iguais? Será que você está usando o instrumento correto para a atividade que realiza com seu cão? O mais comum é observarmos cães usando coleiras peitorais e seus donos, alguns metros atrás, com as guias retráteis; um pouco menos comum, obsrevamos pessoas usando coleiras simples ou enforcadores associados com guias simples e curtas para andar com cachorros maiores, como doberman, pastor alemão e rottweiler. De qualquer forma, as coleiras, guias e enforcadores foram criados para fortalecer a autonomia e o controle de quem está com o cão, sendo específicas para as atividades que os cachorros realizam.

  • Coleira simples: tem a aparência de um cinto, podendo ser feita de nylon, couro ou metal e ainda pode apresentar na face externa pinos ou dentes para proteger o animal de mordidas de outros animais ou, mais frequentemente, enfeites diversos. Apresenta argolas de metal onde é possível colocar a medalha de identificação na parte de baixo e o mosquete da guia na parte de cima. Deve ser colocada de modo que não machuque o cão, impedindo o sufocamento - uma folga de 2 dedos é suficiente. Por ser a ferramenta mais simples, não é a melhor opção para as caminhadas, pois alguns cachorros conseguem tirar a coleira devido à folga que deixamos, especialmente os que têm a cabeça mais afinada. Caso seja usada durante os passeios, deve ser colocada na parte mais alta do pescoço, permitindo o maior controle sobre a cabeça do cão - a desvantagem em relação às demais coleiras é que, por ficar mais folgada no pescoço, tende a cair para parte baixa do pescoço, diminuindo sua utilidade no controle da cabeça do cachorro;
  • Coleira peitoral: desenvolvida para ser utilizada pelos cães que realizam trabalho, como tração (dogue alemão que puxa carroça ou husky siberiano que puxa trenó) e farejamento (beagle e basset hound). Pode ser feita de nylon ou couro e apresentar enfeites diversos na face externa. Na parte que fica acima da coluna, há argolas de metal para o encaixe do mosquete da guia. Pode ser usada nas atividades que exijam a tração do cachorro, como ser puxado ao andar de patins, skate ou bicicleta. Por não permitir controle da cabeça do animal, não é indicada para caminhadas, ao menos que o cão saiba caminhar ao lado ou atrás do dono;
  • Coleira de cabeça: ferramenta relativamente nova para os cachorros, mas muito utilizada em outros animais, como cavalos. Pode ser feita de couro ou nylon e apresentar enfeites variados na face externa. O mosquete da guia vai preso nas argolas de metal que ficam na parte inferior da coleira. É o instrumento que permite o melhor controle da cabeça do cão, sendo ideal para passeios. Não é preciso força para controlar cachorros grandes e descontrolados. Com exceção dos cães com focinho muito curto, como os buldogues, é recomendada para qualquer raça. O maior cuidado que a pessoa deve ter é fazer as correções de maneira mais leve do que quando são utilizadas outras coleiras;
  • Coleira do tipo enforcador: juntamente com a guia do tipo enforcador, talvez seja a mais versátil de todas as coleiras. É recomendada para todos os cachorros, não importando raça e tamanho, e atividades, exceto tração. Embora seu nome tenha uma conotação negativa, é usada de forma semelhante à coleira de cabeça - quando o cão realiza um comportamento inadequado, a coleira é tensionada levemente e rapidamente para o lado - sem machucar o animal. Usada corretamente, o risco de machucar o cachorro é mínimo. Para o melhor controle da cabeça do cão, deve ser colocada na parte mais alta do pescoço, diminuindo a força utilizada nas correções. Pode ser feita de nylon, metal ou mista. Ainda, há a opção com cravos na face interna que entra em contato com o pescoço. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, se usada corretamente não machuca e é uma boa opção em alguns casos;
  • Coleira eletrônica: outra ferramenta de uso controverso, geralmente é feita de nylon, com uma caixa onde fica o dispositivo que dá um pequeno choque no cão. A corrente elétrica utilizada é muito baixa e, ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, o risco para a saúde do cachorro é mínima. A forma de funcionamento é semelhante à utilização das coleiras de cabeça e enforcadores - o choque de baixa intensidade e curta duração deve resultar na mesma resposta que o cão teria à tensão aplicada nas guias. É indicada para casos muito específicos e deve ser usada somente por um profissional habilitado;
  • Guia simples: feita de nylon ou couro, é simplesmente uma corda com um mosquete para prender na coleira, independente de qual for o tipo - simples, peitoral, de cabeça ou enforcador. O tamanho ideal da guia é o suficiente para ligar a coleira do cão à mão da pessoa sem que haja tensão. É por meio da guia que a pessoa corrige o comportamento errado do cachorro, aplicando uma tensão firme, porém delicada, para o lado e que dure menos de um segundo;
  • Guia retrátil: desenvolvida para ser utilizada nos animais farejadores, permitindo o uso de guias longas sem ter de ficar recolhendo metros de corrente - assim, o cachorro pode andar livremente para farejar. Apesar de ter se tornado muito popular, a guia retrátil não é indicada para passeios, pois permite que o cão ande à frente durante a caminhada, na posição de líder do bando. É indicada para os cachorros que realizam trabalho de farejamento;
  • Guia do tipo enforcador: semelhantemente à coleira do tipo enforcador, essa ferramenta une coleira e guia em um só instrumento. As indicações e forma de utilização são iguais às da coleira do tipo enforcador.

Com exceção da coleira peitoral e a guia retrátil, o principal objetivo da utilização das coleiras e guias é ter um maior controle do cão. O princípio de funcionamento de todas essas ferramentas é o mesmo - corrigir o cachorro no momento que ele apresente qualquer comportamento errado. Portanto, a escolha da guia e coleira correta é fundamental para o melhor controle do cão durante a atividade realizada.